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Referencial teórico

novembro 30, 2008

MATTA, Roberto. O que faz o brasil, Brasil? Rio de Janeiro: Rocco, 2001. 12ª Ed. 

“O Brasil com ‘b’ maiúsculo é país, cultura, local geográfico, fronteira e território reconhecidos internacionalmente, e também é casa, pedaço de chão calçado com o calor de nossos corpos, memória e consciência de um lugar com o qual se tem uma ligação especial, única, totalmente sagrada”. (Pgs. 11 e 12). 

“A variedade de experiências religiosas brasileiras é ampla e limitada. Ampla porque ao Catolicismo Romano e às várias denominações Protestantes, somam-se outras variedades de religiões Ocidentais e Orientais. Limitada porque essas formas mais diversas coexistem tendo como ponto focal a idéia de relação e a possibilidade de comunicação entre homens e deuses, homens e espíritos, homens e ancestrais”. (Pg. 114). 

RIBEIRO, Darcy. O povo brasileiro: a formação e o sentido do Brasil. São Paulo.  Companhia das letras, 2002. 2ª Edição. 19ª reimpressão.

“Apesar de seu papel como agente cultural ter sido mais passivo do que ativo, o negro teve uma importância crucial, tanto por sua presença como a massa trabalhadora que produziu quase tudo que aqui se fez, como por sua introdução sorrateira mas tenaz e continuada, que remarcou o amálgama racial e cultural brasileira com suas cores mais fortes”. (Pg. 114) 

“Os primeiros contingentes de negros foram introduzidos no Brasil nos últimos anos da primeira metade do século XVI, talvez em 1538. Eram pouco numerosos porém, como se deduz pelas dificuldades que têm os historiadores em documentar esses primeiros ingressos”.

(Pg. 160) 

“Com efeito, no Brasil, as classes ricas e as pobres se separam umas das outras por distâncias sociais e culturais quase tão grandes quanto as que medeiam entre povos distintos. Ao vigor físico, à longevidade, à beleza dos poucos situados no ápice – como expressão do usufruto da riqueza social – se contrapõe a fraqueza, a enfermidade, o envelhecimento precoce, a feiúra da imensa maioria – expressão da penúria em que vivem. Ao traço refinado, à inteligência – enquanto reflexo da instrução –, aos costumes patrícios e cosmopolitas dos dominadores, corresponde o traço rude, o saber vulgar, a ignorância e os hábitos arcaicos dos dominados”. (Pg. 210) 

FREYRE, Gilberto. Casa-grande & Senzala. Rio de Janeiro. Record, 2001. 

“A formação brasileira foi beneficiada pelo melhor da cultura negra da África, absorvendo elementos por assim dizer que faltaram na mesma proporção ao Sul dos Estados Unidos”.

(Pg. 358) 

“Os escravos vindos das áreas de cultura negra mais adiantada foram um elemento ativo, criador, e quase que se pode acrescentar nobre na colonização do Brasil; degradados apenas pela sua condição de escravos. Longe de terem sido apenas animais de tração e operários de enxada, a serviço da agricultura, desempenharam uma função civilizadora. Foram a mão direita da formação agrária brasileira, os índios, sob certo ponto de vista, os portugueses, a mão esquerda”.

(Pg. 364)

     

“Exatamente como nos jejuns maometanos da Bahia, que Manoel Querino descreve, celebrados na mesma semana das festas que a Igreja dedica ao Espírito Santo. Nas festas de Anselmo quando uma mulher termina a dança, passa o pano amarelo a outra, que, de pescoço envolvido, continua a dançar. Noutras sitas africanas, temos visto panos vermelhos. Com funções evidentemente místicas. E entre seus adeptos com entre os devotos da Igreja, à mística das cores se associarem promessas a santos”.

(Pgs. 368 e 369) 

“Alias é curioso notar que até o fim do século XIX deu-se o repatriamento de haúças e nagôs libertos da Bahia para a África; que gegês libertos repatriados fundaram em Andra uma Cidade com o nome de Porto Seguro. Tão íntimas chegaram a ser as relações da Bahia com cidades africanas que chefes de casas comerciais de Salvador receberam distinções honoríficas de Daomé”.

(Pg. 369) 

“Vinte anos que cobrem

as décadas de [1930] e [1940] têm um significado profundo para a comunidade

japonesa no Brasil. Foram anos difíceis para os imigrantes japoneses, perseguidos por

circunstâncias tanto internas quanto externas ao país. Foram vinte anos durante os quais se pode afirmar que os japoneses enfrentaram não só problemas pela

diferenciação racial, cultural e social, mas também problemas políticos”

(SAKURAI, 1995: 30). 

 

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